A dor aguda na verdade é benéfica, nos alerta do perigo, induz uma atitude de fuga, retirada ou de alívio e é importante aliada do médico para estabelecer sua causa, diagnóstico e tratamento.
A dor crônica por sua vez não tem utilidade, é ruim, causa desconforto, provoca gastos, freqüentemente induz depressão e o raciocínio médico de esbalecer um diagnóstico brilhante da causa e fazer um tratamento que livre o paciente da dor falha e a dor não é controlada.
O custo da dor crônica nos Estados Unidos entre tratamento, compensações trabalhistas e litígios é da ordem de 90 bilhões de dólares a ano
No Brasil apenas hoje em dia nossos currículos escolares médicos começam a ter a disciplina dor e muitas vezes a dor não tem o controle adequado que poderia ter.
Para se ter uma idéia uma em cada três consultas tem como queixa principal a dor, sendo 70% delas relacionadas ao aparelho locomotor e dores neuropáticas.
O princípio médico básico sempre é soberano, procurar um diagnóstico e estabelecer um tratamento que traga alívio, mas muitas vezes apenas o uso correto de analgésicos desde os mais comuns até opiláceos, antiinflamatórios, antidepressivos, antiarrítmicos, antidepressivos, fisioterapia, acupuncutura, psicoterapia e outras condutas podem trazer uma digna melhora da qualidade de vida ao nosso paciente.