Esporte

Esporte Combatendo as Drogas

14/11/09

Ao ler a reportagem com o título “Uma gota d`água” do jornal Gazeta do Povo (06-11-09), fiquei espantado com a criação de três centros de tratamento para usuários de crack, no Rio de Janeiro e com o que será gasto com estes indivíduos.

“Cada paciente custará, por mês, cerca de R$2.500,00 para a prefeitura”.

DOIS MIL E QUINHENTOS REAIS POR MÊS!!!!

Faço questão de colocar gasto com o tratamento, ao invés de investimento, por quê no meu modo de ver, isto poderia ser evitado. A prevenção poderia ser feita através de muitas ações que estimulassem os jovens a produzir, a se sentirem úteis e aceitos, a serem participativos, poderem criar, conviverem em grupo e realizarem atividades que canalizassem a grande energia que possuem.

Tudo isso é perfeitamente possível do esporte fazer aos seus praticantes de uma forma bem mais barata. Independentemente da modalidade, é possível atingir estas metas e ainda poder levar uma medalha para casa orgulhando os pais e demais familiares.

Por enquanto pergunto: na maioria das cidades quais são as atividades dos jovens? Que tipo de lazer podem usufruir? Quem se preocupa com o que fazem e como planejam e edificam seu futuro? Pais? Os pais, em vários casos, são ausentes, estão muito ocupados ou até desconhessem o estilo de vida dos próprios filhos. Quem preocupasse como estão se ocupando?

Nesta “falta de opções”, a possibilidade de se entregarem ao ócio e primeiramente a vícios banais como o álcool e cigarro é uma realidade muito comum de se concretizar. E, depois, acabar partindo para drogas mais pesadas, cujos danos podem ser irreversíveis é somente uma questão de tempo (que possuem de sobra) e oportunidades (acesso facílimo).

Dois mil e quinhentos reais por mês, por pessoa!

Com menos que isto é possível se manter uma equipe com 20 jovens treinando regularmente qualquer modalidade esportiva se pagando o professor, viajando para jogar e ainda comprando um uniforme todo mês.

Mas isto não é o pior. O triste é que este “dinheirão” todo pode ser jogado fora porque a recuperação do viciado nem sempre é possível e dependerá muito da ajuda dos familiares, e mais ainda das próprias forças do drogado, o que não é fácil porque ao retornar a “vida normal” acaba convivendo com os “amigos” que oportunizaram o vício.

No mesmo artigo do jornal, Sino Darlan, um desembargador defensor dos direitos das crianças e adolescentes, reporta-se sobre o assunto dizendo que o ideal seria investir de modo intensivo na educação e criar alternativas para os jovens.

Bom, está ai uma delas o: “jogar bola” que pode não ser a solução, mas certamente é uma quantidade de dinheiro menor colocado a disposição da pratica esportiva regular que pode prevenir muita gente de cair neste mundo nefasto das drogas.

 

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