Segundo matéria publicada recentemente no site www.posugf.com.br/ a revista “Circulation” do American Heart Association (2009; 120: 2168-2169) colocou através de seu autor Reginald Washington o artigo intitulado: “Educação Física nas Escolas ajuda a reduzir o futuro risco cardiovascular.”, este título nos chama a atenção para um estilo de vida preocupante.
Agora, que teremos várias semanas “de folga”, como estas crianças e adolescentes que já são, na maioria hipo-ativos se movimentarão? Se no período que estão freqüentando as aulas a movimentação já é insuficiente, nas férias, isto pode se agravar e estes indivíduos colherem efeitos indesejáveis para sua saúde.
Neste artigo, o autor relatou que houve um aumento de 348% em relação a crianças com sobrepeso, de 6 aos 11 anos de idade, nos Estados Unidos, comparando 1965 a 2004. No Canadá, Reino Unido, China, Alemanha, França e Finlândia o que encontrou não foi muito diferente.
Aqui no Brasil, a obesidade está entre 6,6% a 8,4% em adolescentes, e entre 8,2% e 11,9% em crianças, segundo Abrantes et.al. (2002).
Como estes dados são de 2002 e 2004, a pergunta é: Como será que isto é hoje?
A situação, não é grave, é gravíssima, visto que se não forem tomadas atitudes concretas e imediatas, teremos em pouco tempo, muita gente doente.
Como os pais trabalham ao longo do dia e, normalmente, ficam pouco tempo com os filhos, apesar de serem responsáveis pelos pequenos, não podem ver ou monitorar tudo o que comem, a quantidade e como gastam suas energias. Podem estimular a prática de atividades e exercícios físicos, podem “cadear” o armário das bolachas, mas os pequenos e adolescentes encontrarão formas de sabotar estas ações.
O fato é que não precisamos sair por ai pesando e medindo toda esta gente para comprovar estes dados, é visível o quanto a nossa população tornou-se mais pesada nos últimos anos. E o que destaca este artigo é que cada vez mais há adolescentes e crianças se enquadrando em sobrepeso e obesos.
Crianças que não se movimentam o necessário no período das aulas (vale lembrar que para muitas delas somente as aulas de Educação Física são uma oportunidade de se movimentar), agora imagine sem estas aulas na sua rotina? Se os pais, que são os verdadeiros responsáveis pela saúde de seus filhos não tiverem cuidado, certamente terão problemas num futuro próximo.
Cuidar da saúde dos seus herdeiros é convidar, fazer junto e motiva-los a serem mais ativos. Não importa o tipo de atividade que escolham fazer, e sim que “façam movimento”. Podem brincar, passear ou fazer um jogo despretensioso de peteca, por exemplo. Aliar isto a uma dieta equilibrada, não os deixará neste período de férias expostos aos problemas originados do sedentarismo.
O artigo citado no inicio desta coluna ressalta que o risco de doenças é muito grande (desde diabetes, até depressão), algumas delas atualmente irreversíveis, mas o destaque são os riscos para as cardiovasculares. Doenças que até pouco tempo atingiam somente adultos, aparecem em adolescentes e até em crianças. Que estilo de vida é esse? É um estilo de vida que vai nos matar.
Por isso, fica o alerta, se você gosta de seus filhos e isto é uma afirmação lógica, por favor, poupem “dores de cabeça”, num futuro relativamente próximo. Não deixe seu filho parado na frente de um computador, tv, ingerindo alimentos em excesso, com grandes quantidades de calorias sem gasta-las.
O que podemos sugerir aos pais como a melhor forma de estimula seus filhos é de se fazerem ativos. “Um exemplo vale mais que mil palavras”.
Se seu filho encontra-se em idade escolar ajude a aumentar o gasto calórico com atividades e exercícios físicos, especialmente no período das férias, quando eles não têm as aulas de Educação Física. Ele pode até ter dificuldades no início de incorporar este hábito saudável, mas certamente te agradecerá quando tornar-se adulto.