(Homenagem aos Duzentos Anos da Chegada da Real Expedição de Conquista
e Povoamento dos Campos de Guarapuava)
Canto I
Em todos os cantos há um verso.
A poesia é universal!
Virgílio versou “Eneida”
Camões cantou Portugal!
Oh! Guarapuava!
Tem o canto das águas borbulhantes,
O sol nos campos e trigais radiantes!
Tem o canto melodioso das aves,
Em galhadas e telhados.
Há gorjeios saudosos nesse canto do Paraná!
Guarapuava!
Tem o aroma de folhas verdes nos pomares
Sabores vermelhos e flores perfumosas!
Searas fartas e pitorescos lugares!
Seus campos são imensos:
Plenos de sementes e gado na pastagem,
Crescem os frutos na Terra abençoada!
Canto II
“Guará” é lobo;
“Puava” é bravo no tupi-guarani,
Vozes vibrantes que sempre ouvi.
Canto III
Descoberta pelos portugueses (1770),
Início da Colonização e Fundação (1810).
Guarapuava!
Sua história se emblema!
Hoje é tema e minha canção!
Nascente de rios, nascente do Piquiri,
Parcela da Bacia do Paraná, Iguaçu e Ivaí.
Águas e fatos se mesclam.
Canto IV
Guarapuava!
Caminho de tropeiros corajosos
De noites frias em pinheirais!
Canto V
Camés, Votorões e Caveres,
Tribos valentes e de ataques constantes.
Guairacá, “lobo dos campos e das águas”,
Defensor intrépido. Suas palavras ainda vivem:
“Essa terra tem dono”
Canto VI
Oh!Padroeira! Nossa Senhora de Belém!
Seus fiéis a veneram em seu manto sagrado.
Canto VII
O velho solar do Visconde
Guarda lembranças indígenas,
Guarda objetos tropeiros
E olhares do passado.
Canto VIII
Lendas, mitos, causos, canções...
Cavalhadas e seus cavaleiros em luta,
Encenações e tradições, cultura para guardar.
Canto XIX
Suas doces lembranças e vitórias
Continuam presentes em sua gente!
Suas amargas histórias, muitos sentiram e sentem.
Canto X
Indígenas,
Portugueses, Espanhóis, Italianos,
Poloneses, Alemães, Sérvios, Croatas, Ucranianos,
Suábios, Libaneses, Argentinos, Americanos, Franceses, Africanos,
E outros povos cantam o amor a esta terra:
“Com fervor, nós te saudamos, Guarapuava
Neste hino de Louvor” (Hino de Guarapuava)