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Inter supera São Paulo com o brilho de Giuliano
29/07/10
Inter supera São Paulo com o brilho de Giuliano
Se o céu de Porto Alegre não tinha estrelas, havia um motivo. A estrela principal da noite estava em campo. Ela precisou de três minutos para brilhar em um vermelho intenso, capaz de explodir em um grito uníssono 48 mil pessoas no Beira-Rio. A primeira partida da semifinal da Libertadores teve como principal personagem Giuliano Victor de Paula, o camisa 11 do Inter.
Foi dele, com somente 180 segundos dentro de campo, o gol colorado na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quarta-feira. Até então tudo estava tenso. O Tricolor paulista se defendia esperando um erro do time gaúcho. Os donos da casa insistiam, mesmo que sem muita criatividade. Os visitantes estavam esperando para dar o bote. Tudo se modificou aos 19 minutos, quando Giuliano ingressou no lugar de Andrezinho. Nada de explorar as laterais para furar o ferrolho são-paulino. O Inter foi pelo meio mesmo. Giuliano recebeu, girou sobre o zagueiro e bateu, como em uma cena de filme, a bola ainda se chocou na trave antes de transpor a linha, antes de o Beira-Rio transbordar, aos 22 do segundo tempo. Nas quartas de final, Giuliano foi o responsável pela classificação. Seu gol, nos acréscimos da etapa final da segunda partida contra o Estudiantes, garantiu que essa noite no Beira-Rio se concretizasse. Na quinta-feira, 5 de agosto, ocorre o confronto de volta. O Inter joga por um empate, por vitória ou por derrota por um gol de diferença desde que vá às redes. O São Paulo, por sua vez, garante a classificação direta com um triunfo por dois tentos de diferença. Em caso do placar por 1 a 0 para o Tricolor, o duelo vai para os pênaltis. O jogo Com Richarlyson, sim, mas no meio-campo do São Paulo, não na zaga. A estratégia formou um escudo de três volantes na frente da defesa paulista. A concepção mostrou como o resultado inicial do jogo agradava a Ricardo Gomes. Se o confronto terminasse como começou não teria problema nenhum. Sem Tinga, Celso Roth optou por Andrezinho, no Inter. O time perdeu um pouco de movimentação, essencial para furar o bloqueio proposto pelo oponente. Apesar das dificuldades, eram os colorados que ditavam tudo o que ocorria em campo. Os donos da casa começaram a ser instigados a arriscar para que o Tricolor Paulista aproveitasse um vacilo, um erro qualquer que fosse. Não aconteceu. Os gaúchos não se precipitaram apesar da agonia de ter de criar uma situação para marcar. O São Paulo não incomodou o goleiro Renan. As tentativas ocorreram em quatro bolas levantadas na área durante o primeiro tempo, três delas alçadas da metade do campo. Os dias de amor a Fernandão terminaram nas arquibancadas no Beira-Rio. Se não há um ódio explícito, o atacante não recebeu aplausos, somente vaias, afinal semifinal de Libertadores é semifinal de Libertadores. Enquanto os visitantes se limitavam a defender, recuando todos os jogadores ao seu campo, cabia ao Inter tentar variar suas investidas, alterando as subidas dos laterais Kleber e Nei. Pela esquerda saiu a única jogada efetiva de linha de fundo de todo o primeiro tempo. Após o cruzamento, Taison cabeceou para defesa estilosa de Rogério Ceni, aos 28 minutos. Antes disso, o Inter teve outras duas finalizações. A primeira em falta de D'Alessandro para fora e outra em chute de Alecsandro, defendido por Ceni. No intervalo, a impressão é de que o gramado do Beira-Rio cresceu. Até então inexistentes, os espaços apareceram no segundo tempo. Não surgiu nenhum latifúndio para jogadas elaboradas, mas brechas capazes de arrancar suspiros de quem assistia ao jogo. O São Paulo avançou um pouco no campo. O Inter soltou mais Guiñazu. Em poucos instantes, os colorados arremataram com Andrezinho, invadiram a área com Kleber e protestaram um pênalti em cabeçada que bateu na mão de Alex Silva. Os tricolores demoraram 56 minutos, quase uma hora para desferirem o primeiro chute. O tiro de Dagoberto saiu forte, mas para fora. Essa história não agradava a Celso Roth. Ele queria uma mais alegre, nada de suspense, tensão. Ele começou a reescrever aos 17 minutos, quando colocou Giuliano no lugar de Andrezinho. O meia precisou de três minutos, exatos três minutos para que o clímax fosse atingido. O Inter não precisou jogar pelas laterais para furar o sistema defensivo do São Paulo. Tudo aconteceu pelo meio mesmo, bem no centro da área. Giuliano recebeu, ao dominar girou sobre Alex Silva e bateu no canto, a bola ainda se chocou na trave antes de transpor a linha, terminando com uma invencibilidade de 804 minutos de Rogério Ceni na Libertadores. O Tricolor precisou se soltar. Cléber Santana e Ricardo Oliveira foram para o campo. A tentativa de empatar era o que os colorados queriam. Depois de abrir vantagem, Ceni precisou salvar em chutes de D'Alessandro e Taison, sempre entrando pelo lado direito da defesa. Kleber e, outra vez, D'Ale tocaram para fora. O Inter tentou até o fim, mas não ampliou o resultado. Fonte: Gazeta Esportiva
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